Poemas
Poemas

“Por que ela desapareceu” (“Why She Disappeared”)
Quando ela caiu, ela desmoronou.
Quebrou os ossos no chão que decorou um dia
quando criança com giz colorido
Quando ela colidiu, suas roupas se desintegraram e voaram
com os ventos que levaram embora todos os que se diziam seus amigos

Quando ela olhou em volta, sua pele estava suja de tinta
formando as palavras ditas a mil vozes
Ecos que ela ouvia mesmo durante o sono:
“O que quer que diga, não é certo.”
“O que quer que faça, não é suficiente.”
“Sua gentileza é falsa.”
“Sua dor é manipulativa.”

Quando ela ficou ali no chão,
Sonhou com máquinas do tempo e vingança
e um amor que fosse realmente algo,
E não apenas a ideia de algo.

Quando ela finalmente se levantou, foi devagar
Evitando lugares aonde eles vão e fugindo de moedas brilhantes
Desconfiada de ligações e promessas,
Dos charmosos, dos elegantes e dos esquemas que prometem amor rápido.

Quando ela ficou de pé, foi com uma sabedoria desolada
Andando com dificuldade no oceano escuro e inquieto na altura de seu pescoço
Banhada em sua derrota
Rezou para agradecer cada fenda na armadura
de que ela nunca soube que precisava
Em pé ao seu lado com os ombros largos
estava um amor que é realmente algo,
não apenas a ideia de algo.

Quando se virou para ir para casa,
Ela ouviu os ecos de novas palavras
“Que seu coração sempre seja capaz de se partir de novo
Mas nunca duas vezes pela mesma mão”
E mais alto:
“sem seu passado,
você nunca poderia ter chegado—
tão maravilhosamente e brutalmente,
De propósito ou por alguma exótica e violenta coincidência
…aqui.”

E na morte de sua reputação,
Ela se sentiu realmente viva.

“Se você é um pouco como eu” (“If You’re Anything Like Me”)
Se você é um pouco como eu,
Você rói as unhas,
E ri quando está nervosa.
Você promete o mundo às pessoas,
Porque é isso o que elas querem de você.
Você gosta de dar o que querem…
Mas, querida, você precisa parar,

Se você é um pouco como eu,
Você bate na madeira sempre que faz planos,
Você cruza os dedos, segura a respiração,
Faz pedidos para números da sorte e cílios caídos,
Suas superstições foram as únicas sobreviventes do naufrágio.
Descanse Em Paz à sua bravata ingênua…
Se a vida ficar boa demais agora,
Querida, isso te dá medo.

Se você é um pouco como eu,
Você nunca quis trancar sua porta,
O portão do seu jardim secreto e a gaveta do seu diário
Não queria encarar o “eu” que não conhece mais
Por medo de que fosse muito melhor antes…
Mas, Querida, agora você precisa fazer isso.

Se você é um pouco como eu,
Há um tribunal na sua cabeça
Para nomes que você nunca mais vai pronunciar,
E você dá suas marteladas implacáveis.
Cada novo inimigo vira aço
Eles viram as barras que a confinam,
Em sua própria prisãozinha de ouro…
Mas, Querida, é aí que você encontra você mesma.

Se você é um pouco como eu
Você passou a odiar seu orgulho
A amar suas coxas
E nem os muitos amigos dos 25
Vão preencher os assentos vazios
Das mesas do almoço no passado
As equipes que a escolhiam por último…
Mas, Querida, você continua tentando.

Se você é um pouco como eu,
Não conseguia reconhecer o rosto do seu amor
Até que tiraram o brilho que te cobria
Jogaram fora sua bandeira de vitória
E você viu aqueles que te queriam mesmo assim…
Querida, mais tarde você vai agradecer as estrelas
por aquele dia medonho.

Se você é um pouco como eu,
Sinto muito.

Mas, Querida, vai ficar tudo bem.

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